O QUE AS PESSOAS IMAGINAM QUANDO EU DIGO QUE MORO NA ALEMANHA
O que eu aprendi depois de um ano e quatro meses morando aqui:
“Es tut mir leid mein Deutsch ist noch nicht gut, können wir in English sprechen bitte?”
(*Me desculpe, meu Alemão ainda não é bom, poderíamos falar em Inglês, por favor?)
A beber cerveja muito boa, não tão gelada assim.
Que preciso ser mais pontual.
Espirro e tosse são na dobra do braço, e não na mão.
Assoar o nariz no meio do restaurante é sinônimo de higiene, ficar fungando não.
Schnitzel é melhor que parmegiana.
O verão é precioso. O inverno é lindo. E o outono ainda é estação mais perfeita do ano.
Ser direto e não dar intimidade para quem não se conhece não é ser rude.
Mas ninguém no mundo tem a energia boa do brasileiro.
Que o custo e qualidade de vida não deviam ser um privilégio.
E o transporte público não deveria ser sinônimo de pobreza.
A comida que eu achei que mais sentiria falta: churrasco.
A comida que eu mais sinto falta: brócolis e couve.
O que eu deveria ter trazido mais na mala do Brasil: tylenol sinus e livros.
Nunca vou conseguir curar gripe na base do chá. Sigo odiando chá.
A saudade que mais dói: do meu cachorro.
A saudade com a qual achei a fórmula para coexistir: dos meus amigos.
A saudade que nunca desafoga: da minha família.
O maior aprendizado de todos: me reinventar.



Comentários
Postar um comentário