Inspira. Expira. PARA DE RECLAMAR. Repeat.
Todo mundo conhece um/a (ou muito mais de um) reclamão/ona.
Mas a intenção aqui não é repetir o que se lê pelos feeds afora, sobre “reclamar menos, agradecer mais.”.
Colega, se você ainda não aprendeu essa lição básica, volte 3 casinhas.
A pauta aqui é essa epidemia de gente que reclama por reclamar. Tipo hobby.
E não to falando de causas nobres, humanas, que de fato deveriam causar o mesmo nível de rebuliço.
Me refiro à capacidade de reclamar do por menor. A energia que vem da raiz mesquinha do ser humano.
Que reclama do, de, da, dos e das.
Do café amargo;
Do frio;
De ter que levantar cedo;
De ter que atender cliente chato;
Da chuva;
Das 100 mensagens não lidas no grupo;
Do tanto que precisa estudar;
Do trânsito;
Do calor;
Do cansaço;
Da falta de tempo;
Da falta de grana;
Do café doce;
Do chefe chato;
Da prova injusta;
De ter que ir na academia;
De ter que pagar conta;
De precisar de férias;
De ter que trabalhar o dobro pra poder sair de férias;
(Complete a lista nos comentários)
Além de triste de ver, é desesperador conviver com alguém que passa horas reclamando, e se recusa a parar pra respirar com um “e se…”.
Parece que existe mesmo algum tipo de prazer nessa prática. De ficar mergulhado ali naquela névoa densa. Que não tem outro propósito a não ser contaminar o seu redor.
E é poderoso, viu? Contamina.
Porque é muito fácil reclamar.
É um espaço cômodo demais.
Por isso se alastra feito fogo.
Apontar defeitos. Falhas.
Pra quem vê de uma distância segura, é nítido enxergar a prateleira desalinhada.
Mas experimenta levantar e ir lá em cima tentar arrumar.
Sua perspectiva muda.
Pode ter certeza absoluta que não vai ser tão fácil quanto você esbravejou que seria.
E com as mãos na massa, se você falhar, estarão olhando pra você,
esperando de você,
cobrando de você.
Como eu disse,
só reclamar, é muito mais confortável.
Fica zanzando por aí escudado com “não cabe a mim” numa mão e “não adianta nada” na outra.
Desde quando o mundo se transformou nesse berçário eterno,
onde um bando de gente grande fica chorando que tá cagado até alguém vir trocar a fralda?
Tá doendo? Toma remédio - seja ele qual for.
Tá incomodando? Se mexe. Procure uma posição melhor. Para de esperar alguém vir virar você pra não engasgar.
Tá errado, injusto, claramente desorganizado? Fala. Levanta a mão. Sugere outro caminho. Para de se esconder atrás de desculpinha de adolescente.
Tá infeliz, desmotivado, desiludido e desamado? Tenho certeza que tem uma janela aberta do seu lado. Você só tá com medo demais de pular.
Faça mais por você. Ninguém merece ficar nessa miséria infeliz de só ter do que reclamar. Nem você. Nem quem convive com você.
Seria uma piada muito sádica acreditar que a única vida que temos serve apenas pra botar defeito.
Não é sobre não poder falar quando identificar algo fora do lugar.
Mas também não é sobre só avisar. Mas sim falar com o propósito de impulsionar a mudança. Um progresso.
Arrisque sim. Coloca o seu na reta sim. Tenta sim. Vale à pena sim.
Pode ser que o resultado não seja exatamente o esperado. Pode ser que você se frustre. Que falhe.
Te prometo que esse processo vai te agregar 3000x mais do que permanecer sentado babando reclamações sem base, nem fim.
Você tem sempre uma escolha.
O que te falta é vergonha na cara.
Vai, se mexe.
O meio ambiente agradece e, no fim, você também ;)
--
Por Rayssa Olivão



As pessoas se acostumam com a comodidade, com a mesmice, em colocar a culpa nos outros em tudo de errado que acontece com ela. Mal sabe ela que o verdadeiro culpado de as coisas derem errado, é ela mesma, pelas escolhas que faz. Mas vai , se renove, de uma chance a si mesmo e verá como a vida nao é tao difícil assim.
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