Faz tempo que eu não ligo.
Desculpa pai, mãe, faz tempo que eu não ligo.
É que de repente a saudade sufocou todas as palavras.
Fica difícil discar e não transbordar.
Sei que combinamos que era pro voo ser alto, sem medo.
Que tudo ia ficar bem e que vocês estariam orgulhosos.
Felizes por mim e meu caminho que vim aqui construir.
Afinal vocês criam foi pro mundo mesmo, né? Desde o primeiro suspiro, me ensinando a bater as asas sem hesitar. Me apresentando o mundo inteiro que eu poderia conquistar.
Mas é que deu uma vontade doida de bater na porta de casa. Sei lá. Pra dar um oi.
Mas não posso. Tô tão longe que nem consigo ver o Porto no horizonte.
Mesmo sabendo que ele ainda tá lá, às vezes o medo arrepia.
E isso aperta tanto que cega. Quase nem dá pra enxergar o porquê topamos tudo isso.
Sei que vocês vão falar que a gente tá dentro.
Pai, você ensinou que a distância não é a linguagem do coração, eu lembro.
Sei que vocês estarão aí quando eu quiser voltar. Eu sei, eu sei...
Mas o que eu faço com o nó do agora? Que nem desce na garganta. Nem me desamarra daqui?
Ah o que eu daria para poder desaguar em vocês.
O seu abraço apertado em silêncio, pai.
O seu colo infinito com o único cafuné que me agrada, mãe.
Se eu fechar os olhos, consigo até sentir o cheirinho de ter vocês por perto.
Tá bem.
Vou respirar fundo. Enxugar o rosto.
É que de repente a saudade sufocou todas as palavras.
Fica difícil discar e não transbordar.
Sei que combinamos que era pro voo ser alto, sem medo.
Que tudo ia ficar bem e que vocês estariam orgulhosos.
Felizes por mim e meu caminho que vim aqui construir.
Afinal vocês criam foi pro mundo mesmo, né? Desde o primeiro suspiro, me ensinando a bater as asas sem hesitar. Me apresentando o mundo inteiro que eu poderia conquistar.
Mas é que deu uma vontade doida de bater na porta de casa. Sei lá. Pra dar um oi.
Mas não posso. Tô tão longe que nem consigo ver o Porto no horizonte.
Mesmo sabendo que ele ainda tá lá, às vezes o medo arrepia.
E isso aperta tanto que cega. Quase nem dá pra enxergar o porquê topamos tudo isso.
Sei que vocês vão falar que a gente tá dentro.
Pai, você ensinou que a distância não é a linguagem do coração, eu lembro.
Sei que vocês estarão aí quando eu quiser voltar. Eu sei, eu sei...
Mas o que eu faço com o nó do agora? Que nem desce na garganta. Nem me desamarra daqui?
Ah o que eu daria para poder desaguar em vocês.
O seu abraço apertado em silêncio, pai.
O seu colo infinito com o único cafuné que me agrada, mãe.
Se eu fechar os olhos, consigo até sentir o cheirinho de ter vocês por perto.
Tá bem.
Vou respirar fundo. Enxugar o rosto.
E ouvir vocês me dizendo aqui dentro: "Não tenha medo. Estamos juntos".
E vou seguir. Prometo.
E loguinho quando der, eu vou correndo afundar em vocês.
Correndo com os bracinhos pra cima, agradecendo pelo privilégio de provar do amor mais invencível do mundo. Porque o que vocês plantaram aqui dentro, é raiz forte.
É por isso que eu posso balançar, às vezes tropeçar, mas nunca deixar de levantar.
É pelo meu mundo todo que vocês carregam, que mesmo de olhinhos marejados, eu encaro esse mundão aqui fora.
Pela sintonia de almas. A sincronicidade de pulso. Por tudo o que é dito, mesmo no nosso silêncio.
Porque somos invencíveis.
Prometo que vou ligar. ♥️
E vou seguir. Prometo.
E loguinho quando der, eu vou correndo afundar em vocês.
Correndo com os bracinhos pra cima, agradecendo pelo privilégio de provar do amor mais invencível do mundo. Porque o que vocês plantaram aqui dentro, é raiz forte.
É por isso que eu posso balançar, às vezes tropeçar, mas nunca deixar de levantar.
É pelo meu mundo todo que vocês carregam, que mesmo de olhinhos marejados, eu encaro esse mundão aqui fora.
Pela sintonia de almas. A sincronicidade de pulso. Por tudo o que é dito, mesmo no nosso silêncio.
Porque somos invencíveis.
Prometo que vou ligar. ♥️
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Por Rayssa Olivão


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