Atreva-se a sonhar

Eu tenho uma teoria sobre os sonhos serem a base da nossa história.
Tipo um alicerce. Seu ponto de partida.
Funciona também como uma bússola. Um Norte pra nos lembrar a direção que devemos seguir.
Temos sonhos desde que nos entendemos por gente. E talvez até antes.
Eles tomam proporções diferentes com os passar dos anos e conforme vão sendo conquistados.
Podem ser de curto ou longo prazo. Sonhos simples. Sonhos loucos. Super sonhos.

Todos eles.

E sonhar é uma delicia.
É a parte fácil.

Mas como todo alicerce, ele é apenas o começo.
A construção que vem acima dele, exige dedicação, foco, e acima de tudo, coragem.
E vai ser assim sempre. As gerações podem mudar, a tecnologia avançar, as distâncias sucumbir. Esses três pré-requisitos permanecerão indispensáveis.
Mas talvez valha a pena reforçar: não adianta querer pular etapas, o “jeitinho” uma hora falha, a “máscara” no tropeço cai, mentir para si mesmo é furada e a zona de conforto é, na verdade, uma areia movediça.
Lutar pelo o que se quer exige que você dê o melhor de si. Aquele que você ainda desconhece. O sonho é a materialização da sua evolução.
Para que você possa agarrá-lo com as duas mãos, é preciso abrir mão do que já tem.
Dar um passo mais largo implica em não ter consigo todos que andavam no seu ritmo.
Mudar a direção pode exigir diminuir a bagagem em alguns quilinhos.
E faz parte.
Talvez você não sinta alguns aromas por um tempo. Um perfume, um cachorro, um feijão fresquinho. Pode ser que algumas amizades se mostrem mais frágeis que outras, sem o bar na sexta-feira ou a balada do sábado. Haverá momentos em que será apenas você e Deus, vasculhando no íntimo do seu ser o resto da coragem para não desistir, e seguir em frente.
É uma batalha diária. Se condicionar a uma nova rotina. Elencar suas prioridades. Se habituar a um novo ambiente, uma nova cultura, novas amizades, novos desafios. Uma briga interna sobre como mudanças podem ser dolorosas e empolgantes ao mesmo tempo. E ainda depois, quando a sensação de mudança passar, persistir. Até que enfim, alcançar a linha de chegada.
Não é para ser fácil mesmo. Mas talvez, mudar a ótica dessa batalha possa amenizar a perspectiva tortuosa. Enxergar por etapas, dar importância às pequenas conquistas. Os presentes diários, singelos e não materiais. Agradecer mais desembaça a vista, te permitindo enxergar cada passo vitorioso dado, cada pessoa que permanece ao seu lado, cada degrau escalado e cada singela recompensa por isso. Não teria sentido chegar no topo e pensar “como foi que eu consegui?”.
Coragem é o nome da sua fada madrinha. Fecha os olhos e salta.
O primeiro a acreditar em você é você mesmo. Para que no caminhar, sua essência e integridade não se percam, e para não perder seu Norte de vista.
Só você pode lutar suas batalhas. Mas você não precisa estar sozinho.
Tenha ao seu lado pessoas que, em segundo lugar, acreditem também. Que torçam, deem suporte e incentivo. Pessoas que saibam que talvez não poderão te acompanhar fisicamente, mas estarão 24h com você, seja lá qual direção nova você escolha rumar. Aquelas que entendem os desejos do seu coração e o quanto você merece batalhar pelo o que te faz feliz. Pessoas abdicadas do egoísmo, que te esperam o tempo necessário de braços abertos e com o mesmo calor.
Porque é dessas pessoas que você vai recarregar sua força.
Ou por elas, talvez.
Porque no fim, são elas que vão vibrar sua conquista, e são elas que você irá buscar para o primeiro brinde.
Como diria Raul: “Sonho que se sonha junto, é realidade” :)

Sonhar todo mundo pode. Batalhar por ele todo mundo também pode.
Mas conquista-lo, é pra quem tem coragem.
Você vai precisar de peito pra descobrir do quanto você é capaz, e nem imaginava.
E a partir daí, a aposta só aumenta ;)



Comentários

  1. Fortíssimo no seu teor de sonhar e ter coragem para realizar. A mais pura verdade na sua essencia. Adorei. É tudo que eu precisava ler nessa manhã.
    Um texto que traz a magia e a realidade juntos para uma realizaçao de uma nova historia.🙌💝

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