O bendito: Ah, é Natal né :)

Então é Natal.
A cidade já está decorada há mais de mês. As árvores montadas, os presentes todos comprados (ou quase todos), e os planos para as festas estão a mil. Tudo como sempre foi, sempre é, ano após ano.
Mas tem mais uma coisinha que a gente vê por aí nessa época do ano.
O tal do "espírito do Natal".

Clichês como "vamos lá, é Natal", ou "só porquê é Natal..." ficam ecoando aqui e ali. Impregnado em todo lugar. 
Independente de cultura ou fé (ou a falta dela), as pessoas são arrematadas por atos de solidariedade e amor.
Como uma avalanche de bondade, todos nós submergimos nessa corrrente do bem, de olhar o próximo e ser um pouco melhor para o mundo.

Cara, isso é lindo.
Mas em tempos tão afetados como os que vivemos, onde para tudo há uma conspiração, ou de alguma forma deve ser combatido com protesto pelo direito de algo ou alguém, ainda podemos ouvir "é tudo manobra do capitalismo".
O que não é uma afirmação completamente errada, eu concordo.
O malvado do capitalismo não ia deixar de se aproveitar de uma onda tão forte como o estímulo do Natal, isso é óbvio.
Mas não venha me dizer que o sentimento que se alastra mundo afora é falso.

Ele é poderoso. Ele reúne famílias. Estimula a comunhão. Liberta a imaginação. Move ações sociais. Aproxima-nos um dos outros. Em casa, no trabalho, na rua. Incentiva a solidariedade.
Ensina as crianças que a magia existe sim.
E alerta os demais que a magia precisa continuar viva.
Pelo nosso próprio bem.

Você realmente não precisa gastar fortunas com presentes.
Mas se você tem condições, estará mais propenso a se juntar a uma causa pelos mais necessitados. Ou comprar uma camiseta pro chato do seu irmão.
Se mesmo com condições, você prefere não colaborar com o abuso do marketing capitalista, faça você mesmo. Escreva uma carta, uma música, um cartão. Faça você mesmo um presente com materiais recicláveis (o chato do capitalismo disponibilizou a Internet pra você com inúmeras ideias pra experimentar). Plante uma árvore por alguém.
Doe roupas antigas, brinquedos esquecidos ou sapatos que saíram de moda. Asse um bolo pela primeira vez. Vá passar um dia em uma ONG com crianças cheias de energia pra brincar.
O importante é doar um pouco de si, pro próximo. Pro mundo.

Veja bem, o espírito do Natal transcende as barreiras de religião, classe social ou idade.
Se você for se informar, irá encontrar inúmeras versões para a origem do Natal, da árvore de Natal e do Papai Noel. E em sua maioria elas nem se conversam. Foram aglomeradas por um motivo (além para beneficio do ditador do capitalismo, calma).
O espírito de Natal acende uma luz em cada coração com o propósito de espalhar AMOR.

Ele aquece os corações para que o amor seja passado adiante.
Por isso contagia tão rápido com um alcance a perder de vista.
Nesse caso, o capitalismo ajuda a efervecer essa corrente. Se você ainda acha que ele sai lucrando. Eu ainda defendo quem lucra amor.
Por isso é a época mais especial do ano. Porque celebramos o amor.

Natal é família. Somos todos uma família.
Abrace seus irmãos e tente mais uma vez demonstrar gratidão a seus pais. Beije seu amor. Brinde com seus amigos. Sorria na rua.
Abrace uma causa. Se não der, doe seu tempo, atenção e carinho.
As pessoas que menos têm, também são atingidas por esse sentimento. Um simples gesto de bondade vale tanto, pra quem tem tão pouco.
Se você ora, ore pelo mundo. Por Paris, por Mariana, pela Síria. Ore pra que sejam todos atingidos por essa força, que é o espírito de Natal.
Plante sonhos. Incentive a magia. Seja luz. Se empenhe em manter o maior número de corações aquecidos nesse Natal.

É tudo isso que nos faz ser HUMANO.
Eu oro pelo dia em que teremos corações tão aquecidos, que a chama vai durar até o Natal seguinte.
Não é "porque é Natal". É porque é amor.
ESPALHE. AMOR.

Feliz Natal, com muito muito muito carinho.



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