Onde você está?

E aí, assim de repente, você resolve parar pra pensar.
Não vai precisar de motivo, insight ou inspiração. Simplesmente acontece.
Inevitavelmente, uma hora ou outra, em algum momento da vida, nos forçamos a parar e repassar a própria história na cabeça. E como num filme, nos tornamos espectadores do próprio palco.

E ai? Era onde você gostaria de estar? Chegou, ou ao menos está perto de chegar onde havia planejado?
Tem gente que passa a vida fazendo planos e criando metas, e afinal, não chega a lugar algum.
Tem outro tanto que segue um "deixa a vida me levar", e igualmente acaba mais perdido do que nunca e, se não bastasse, nem mesmo se dá conta disso.

Não que deva ser defendida a doutrina de viver uma vida pré-traçada, e transformar o viver em rotina empresarial, recheada de metas, cobranças, stress e consumo errôneo da própria alma.
Mas quem se acomoda com uma vida que não inspire objetivos, novos passos ou experiências que tragam frio na barriga, não sabe exatamente o que está fazendo com a própria vida. Ou talvez nem saiba o que realmente faz uma vida valer à pena.
Com a preciosidade dos detalhes e a grandeza que nos cerca, é impossível ignorar que algo muito maior do que nós esteja cuidando de cada bifurcação que encontramos pelo caminho.
Não estamos sozinhos, e não podemos caminhar considerando que estamos no controle absoluto, ou que não é preciso que se mova uma palha se quer pois,  "o que tiver que ser será." por conta própria.
Cabe a cada indivíduo fazer as próprias escolhas, e a caminhada se resume em lidar com as consequências das escolhas feitas ao longo dessa estrada, sejam boas ou ruins (e sempre haverá boas, e ruins).

Quando viemos ao mundo, não recebemos manual do usuário. Essa jornada não veio com script definido.
Não há hora certa de arriscar ou recuar. Não foi criado um roteiro onde se diz com que idade devemos começar uma faculdade, sair pelo mundo ou arriscar uma nova carreira. O que foi criado, foi uma rotina sociocultural, onde alienadas, as pessoas acham que devemos seguir uma ordem cronológica para cada etapa da vida.
E é por isso que, na prática, fica tudo mais complicado.
Dificulta a tomada de uma decisão, porque afinal, não sabemos qual a consequência que ela tem reservada.
Medo. Frio e borboletas na barriga. Receio. Hesitação.
Tudo isso pode travar uma vida e fazer-se acomodar. Triste.

"E se der medo, vai assim mesmo."
Mais ou menos por aí. Não que deva ser vivida uma loucura após a outra. Princípios e valores regem a vida de uma pessoa de caráter. Mas as loucuras vêm para uma pitada saudável de adrenalina, para nos lembrar que estar parado não significa apenas não correr atrás de seus objetivos. Mas sim, não querer arriscar um novo objetivo quando algum da lista for alcançado.

Somos tão grandes quanto nossos sonhos, apenas pelo fato de termos sido capazes de sonhá-los.
É preciso viver com um propósito. E mudá-lo, cada vez que ele for perdendo a força, o sentido, ou mudando de rumo e não estiver mais acompanhando ou literalmente desacelerando o ritmo.
Qual o sentido afinal, se quando o dia em que iremos parar pra refletir, percebermos que então, chegamos a lugar algum? 

Cheguei a conclusão que maior que o medo de arriscar, é o medo de ficar presa no mesmo lugar. E por isso, o medo me move, pra que eu não tenha medo algum, e o friozinho na barriga permaneça aqui, sem amornar.
Quente, basta o coração. E que venham muitas novas bifurcações.



#boasemana #arriscarépreciso #useomedoaseufavor :)

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